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Cabo da PM é preso suspeito de entregar empresário ao ‘tribunal do crime’ em Manaus

Uma operação conjunta deflagrada na noite desta sexta-feira (17) resultou na prisão preventiva de um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Batizada de Operação Prova Viva, a ação foi coordenada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio das 60ª e 61ª Promotorias de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial (PROCEAPSP), em parceria com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

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O policial militar, que não teve a identidade divulgada, é investigado por suspeita de envolvimento no sequestro de um empresário, ocorrido no último dia 14 de julho, na Zona Norte de Manaus. Ele recebeu voz de prisão no momento em que se apresentava para o serviço na 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

De acordo com as investigações, após ser sequestrado, o empresário foi entregue a integrantes de uma organização criminosa para ser submetido ao chamado “tribunal do crime”.

 
  • Julgamento paralelo: Os criminosos realizaram uma “averiguação” própria sobre o empresário.

  • Libertação: Após os integrantes do grupo concluírem que as acusações contra a vítima eram infundadas, o empresário foi libertado.

A força-tarefa agora trabalha para esclarecer os motivos por trás do sequestro, a dinâmica da ação e apurar se havia intenção de homicídio por parte dos envolvidos. A operação contou ainda com o suporte do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e do Departamento de Justiça e Disciplina (DJD) da PMAM.

Além do mandado de prisão expedido pela 3ª Vara do Tribunal do Júri, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão. Durante as buscas, foram apreendidos:

  • Armamentos: Retidos temporariamente devido à falta de documentação imediata que comprovasse a regularidade das armas.

  • Dinheiro em espécie: Valores cuja origem e possível relação com o crime serão investigadas.

“As investigações permanecem em andamento para apurar a eventual participação de outras pessoas no crime”, afirmou o promotor de Justiça Amando Gurgel Maia.

Todo o material recolhido passará por perícia técnica. Para garantir o sucesso do desdobramento das diligências, o caso segue sob sigilo de Justiça.

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