O Festival Folclórico de Parintins chega à última noite neste domingo (28), quando Caprichoso e Garantido voltam à arena do Bumbódromo para encerrar a disputa da edição de 2026. As apresentações concluem os projetos artísticos desenvolvidos pelas duas agremiações ao longo das três noites de espetáculo.
Neste ano, o Caprichoso defende o tema “Brinquedo que Canta seu Chão”, enquanto o Garantido apresenta “Parintins – Portal do Encantamento”. Dessa forma, a terceira noite encerra as narrativas construídas pelos bois durante a competição.
Enquanto o Caprichoso leva à arena o subtema “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”, o Garantido apresenta “Parintins: Terra Encantada”. Assim, cada agremiação conclui sua proposta artística com diferentes olhares sobre a Amazônia e a identidade cultural da região.
Caprichoso destaca o protagonismo da Amazônia
Na terceira noite, o Caprichoso amplia sua narrativa e apresenta a região Norte como parte essencial da formação cultural do Brasil. O espetáculo valoriza a Amazônia como território de criação, diversidade e transformação social.
Além disso, a apresentação reforça que os saberes, as tradições e os modos de vida amazônicos ultrapassam as fronteiras da região e contribuem para a construção da identidade brasileira. Com isso, o boi azul propõe uma reflexão sobre o protagonismo histórico e cultural dos povos da floresta.
Ao longo da evolução, o Caprichoso reafirma a arte como instrumento de conscientização. Ao mesmo tempo, destaca a ancestralidade, a preservação ambiental e a resistência dos povos originários e das comunidades tradicionais.
Por fim, ao encerrar o projeto “Brinquedo que Canta seu Chão”, a agremiação celebra a Amazônia como espaço de memória, identidade e futuro, defendendo que a região Norte ocupa um papel central na construção do país.
Garantido exalta cultura, ancestralidade e encantamento
Fechando sua participação no festival, o Garantido apresenta “Parintins: Terra Encantada”, espetáculo que transforma a ilha em um grande santuário de fé, tradição e encantamento. Dessa maneira, o boi vermelho celebra a força da cultura popular amazônica.
A narrativa ganha vida por meio da lenda da grande Sucuri, apresentada como serpente ancestral e guardiã dos povos da Ilha Tupinambarana. Além disso, o imaginário amazônico conduz a apresentação, reunindo elementos de espiritualidade, memória e ancestralidade.
O espetáculo também presta homenagem às etnias que compõem a história de Parintins, entre elas Sateré-Mawé, Munduruku, Goduí, Paguana, Apokuitara, Konduri, Pocó e Hixkaryana. Assim, o boi valoriza as raízes indígenas que moldam a identidade cultural da região.
Por fim, ao concluir o tema “Parintins – Portal do Encantamento”, o Garantido aposta em uma apresentação marcada pela tradição junina, pelo orgulho da ancestralidade e por um espetáculo de cores, música e emoção para encerrar a disputa no Bumbódromo.
Como funciona a disputa
O Festival Folclórico de Parintins realiza, em 2026, sua 59ª edição, com três noites consecutivas de apresentações no Bumbódromo.
Em cada noite, Caprichoso e Garantido têm entre duas horas e duas horas e meia para defender seus projetos artísticos diante da comissão julgadora. Os jurados avaliam 21 quesitos distribuídos entre itens individuais, musicais, cênicos e coletivos.
Ao final das três apresentações, conquista o título do Festival de Parintins o boi que somar a maior pontuação na apuração oficial.