Portal C1 – Notícias
Colunista Notícias Política

Se Durango está correto, então deixem o David ser candidato!

Por: Prof. Allister Monteiro

Coluna: O Observador 

 

Os asseclas do senador Omar Aziz propagam aos quatro ventos que o prefeito David Almeida tem alta rejeição e que seu apoio era um peso para Omar.

 

Se David está tão ruim, é tão rejeitado, por que Omar não quer enfrentá-lo? Quem se recusaria em ter no ringue um adversário fraco? A verdade é que Omar e David já se enfrentaram duas vezes: uma diretamente, onde David teve 300 mil votos a mais que o senador, em 2018, e outra em 2020, onde David se elegeu prefeito de Manaus. O candidato de Omar não foi nem para o segundo turno.

 

Omar tem receio que esse dois a zero vire uma goleada. Ele sabe mais do que ninguém o quanto David cresce durante a campanha eleitoral e, no tabuleiro das articulações, no fazer campanha, é extremamente habilidoso. Por essas e outras, mira toda sua artilharia no prefeito de Manaus.

Omar já foi tudo nesse Estado e dele nada surgiu. Já David fez o vice-prefeito e o vice-governador de suas entranhas, do seu grupo político.

 

David Almeida tem o despeito de certas figuras políticas locais simplesmente pelo fato de suas origens, de vir do povo, de ter saído de baixo e, pelas mãos de milhares de manauaras, ser o prefeito reeleito de Manaus.

 

Ele nunca se figurou como favorito a nada por esses figurões em todas as suas eleições, mas, nas três últimas, venceu e foi decisivo em todas: 2020, 2022 e 2024.

 

Seus adversários sempre passam, surgem e depois se apagam; foi assim com Ricardo Nicolau, Menezes, Amom, e será assim com os atuais.

 

Pra quem já venceu sem máquina alguma, num partido pequeno, contra um Amazonino Mendes. Para quem foi decisivo na reeleição de um governador e a ingratidão de um senador que, na história política do Amazonas, ninguém nunca bateu seu pico de rejeição. Para quem, em 2024, levou a melhor, por 100 mil votos de diferença, contra todas as forças políticas do Estado, enfrentando três máquinas. Cá entre nós: ter, em 2026, duas estruturas de governo ao seu lado, no mínimo 25% dos votos já de largada, sem nunca ter dito que é candidato, e uma rejeição artificial a ser vencida, é o melhor dos mundos que ele já enfrentou.

 

Quem viver verá!

 

*O autor é escritor, professor e jornalista 

Publicidade

Mais deste tema...

Carregando....
Translate »