Portal C1 – Notícias
Política

Briga por Brasília: disputa acirrada ameaça derrubar metade da bancada do Amazonas

A reorganização das chapas partidárias para a eleição de deputado federal no Amazonas já rascunha um cenário de forte renovação da bancada do estado em Brasília. A avaliação de bastidores é de que até metade das oito vagas pode mudar de mãos. A se confirmar o desenho atual, será um dos ciclos mais intensos de substituição dos últimos anos.

O movimento mais recente, a filiação do deputado federal Amom Mandel ao Republicanos, partido comandado por Silas Câmara, reorganizou o tabuleiro e estreitou ainda mais a disputa interna entre candidatos com mandato e novos postulantes.

Os novos

Entre os principais nomes cotados para estrear na Câmara dos Deputados, despontam lideranças com base eleitoral consolidada ou forte projeção política:

  • – Vereador Sargento Salazar (PL) – lidera todas as pesquisas ao cargo. Ele deve ser o mais votado do pleito.
  • – Deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil) – foi campeão de votos em 2022 a deputado estadual. Depois disso, ampliou suas bases no interior. E foi além: disputou eleição a prefeito de Manaus e ampliou visibilidade de seu nome na capital.
  • – Deputada estadual Joana Darc (União Brasil) – foi a segunda mais votada em 2022. Tinha voto suficiente para se eleger federal já naquele pleito. Assim como Cidade, ampliou suas bases se preparando para quadra eleitoral de 2026.
  • – Ariel Almeida (Avante) – filha do prefeito de Manaus, David Almeida. Ex-prefeitos Serafim Corrêa e Arthur Neto lançam filhos no meio do mandato e os elegeram.

Além deles, há candidaturas sem mandato que entram no radar com potencial competitivo. Um dos principais exemplos é o ex-deputado federal, ex-senador e ex-prefeito de Manaus Alfredo Nascimento (PL), que pode se beneficiar do desempenho da chapa liberal e até conquistar uma vaga com “sobra” de votos.

Chapas fortes e disputa interna

A configuração atual aponta para chapas robustas, mas com alto risco de “canibalização” eleitoral — quando candidatos fortes disputam entre si dentro do mesmo partido.

Essa é a situação do Republicanos. Com Amom Mandel e Silas Câmara na mesma chapa, a avaliação é de que apenas um dos dois deve garantir vaga. Nesse caso, eleva-se o risco de perda de mandato para um dos atuais parlamentares.

No União Brasil a expectativa é de uma das chapas mais competitivas. O partido reúne o deputado federal Fausto Júnior, além de dois dos mais votados de 2022: Roberto Cidade e Joana Darc. A tendência é de que a legenda eleja até dois deputados, o que pode deixar um nome de peso fora da bancada. Integrantes do partido sonham com a possibilidade de eleger três nomes.

PSD e outras siglas sob pressão

Outro partido sob pressão é o PSD, do senador Omar Aziz. A legenda conta atualmente com dois deputados federais — Átila Lins e Sidney Leite. No entanto, com a configuração atual da chapa, a projeção é de que apenas um deles consiga se reeleger.

A disputa também afeta outros nomes com mandato distribuídos em diferentes partidos, indicando que a renovação não virá apenas da força dos novatos, mas também da fragmentação das chapas.

Projeção de bancada

Na leitura de bastidores, a futura bancada amazonense pode ser formada majoritariamente por novos nomes, com uma composição que incluiria:
• – Sargento Salazar (PL);
• – Roberto Cidade (União Brasil);
• – Joana Darc (União Brasil);
• – Ariel Almeida (Avante).

Outras vagas ainda dependeriam do desempenho das chapas e da distribuição de votos, com nomes tradicionais como Alfredo Nascimento podendo surgir como surpresa.

Outro nome que figura nas conjeturas do momento é o do agora ex-secretário de habitação de Manaus, Jesus Alves. Ele foi um dos mais votados a deputado estadual das eleições de 2022. Apesar de não ter sido eleito, Jesus mostrou força política e eleitoral. Agora, sai de uma pasta que mexe com imaginário e a realidade dos brasileiros, a casa própria.

Cálculo eleitoral e realidade do interior

As projeções também levam em conta a dificuldade de crescimento exponencial de votos no interior do estado. Avaliações internas indicam que expectativas infladas sobre transferências de votos em municípios como Parintins e Itacoatiara não se sustentam quando analisadas à luz do histórico eleitoral e da fragmentação das candidaturas locais.

A tendência, portanto, é de uma eleição marcada menos por “fenômenos” individuais e mais por cálculos proporcionais e desempenho coletivo das chapas.

Fonte: Portal BNC

Publicidade

Mais deste tema...

Carregando....
Translate »